
tenho saudades de andar de combóio para adormecer encostada a ti, e depois acordar afogueada e mal-disposta, com uma dor aqui e outra ali para, magoado, me dizeres que sou má, e então estender os braços, para ver-te passar a mão por trás, e esperar que ela pouse no fundo das costas, e ela pousar para eu baixar as pálpebras sem pensar, mas sabendo que sabes que isso quer dizer gostar, e voltar a encostar-me cheia de saudades de ti e da viagem que vai acabar mas que ali parece não ter fim.


0 Comments:
Publicar um comentário
<< Home