II
Eu não percebi bem a planta da casa. O quarto ficava logo à entrada e já colados arrastámo-nos até lá. Não me lembro se havia luzes acesas, acho que não, porque sei que apalpava partes de corpo para me orientar. Girei várias vezes sobre a cama. Ele era meticuloso no toque das mãos e da língua. Eu ofegava, gemia, depois imobilizava-o, trepava, lambia, montava, curvava-lhe o pénis até ele me endireitar, apertar, sacudir e gritar que se vinha. Não sei quantas vezes.
Ainda embrulhada no corpo dele, acordei com um queixume. Sei que te vais embora mas não vás, não me deixes. Silêncio, e o mesmo pedido. Fui rodando sobre mim. A claridade do dia iluminava o quarto, o quarto do casal, ele e outra mulher que não estava ali. Quando finalmente pude ver-lhe o rosto, descobri os mesmos olhos brilhantes da noite anterior mas um novo olhar, triste, desfeito. Pareceu-me que ambos sabíamos que não era comigo que falava. Mas ele beijou-me. Sussurrei-lhe que descansasse um pouco mais e ergui-me o suficiente para que adormecesse no meu colo.
Uma hora depois recolhi a minha roupa, vesti-me silenciosamente na casa de banho das escovas, cremes e batons dela, e saí para a rua fechando a porta lentamente.
Ainda embrulhada no corpo dele, acordei com um queixume. Sei que te vais embora mas não vás, não me deixes. Silêncio, e o mesmo pedido. Fui rodando sobre mim. A claridade do dia iluminava o quarto, o quarto do casal, ele e outra mulher que não estava ali. Quando finalmente pude ver-lhe o rosto, descobri os mesmos olhos brilhantes da noite anterior mas um novo olhar, triste, desfeito. Pareceu-me que ambos sabíamos que não era comigo que falava. Mas ele beijou-me. Sussurrei-lhe que descansasse um pouco mais e ergui-me o suficiente para que adormecesse no meu colo.
Uma hora depois recolhi a minha roupa, vesti-me silenciosamente na casa de banho das escovas, cremes e batons dela, e saí para a rua fechando a porta lentamente.
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9 Comments:
Somos todos feitos do mesmo barro, afinal!
E é terrível!
Gostei da forma como desenlaçaste a história.
Gosto das sensações que os teus textos provocam. Por isso regresso. E conto continuar.
E esta impressão de cometer um pecado por passar por cá, como quando espreitava por buracos de fechadura, um retorno a um passado deliberadamente escondido por entre as memórias que mais custam lembrar.. mas ainda assim..
Não posso ter uma pisadura nas canelas que estou sempre a pressiona-la para a sentir melhor...
Fechar a porta lentamente... Serenidade de uma mulher a transgredir, sem culpa, desejada.
Soberbo!
Um beijo daqui.
LILLY, VOLTA!
JÁ SABES QU'A GENTE DE TI ACEITA TUDO
TÁS PERDOADA
Angústia...
csd
Estou a gostar deste teu conto!!!
Passa um bom Domingo e não te esqueças de sorrir!
brrbrrbrr que estalo :-(
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