domingo, outubro 09, 2005

antes que me deite
volto ao muro das lamentações. Ouves o lamento?
tem um fundo negro tão bem pixelado e mal vivido
(se o fosse havia graffitis, ou apenas alguma erosão, ou caca de pombo, um risco)
não tem nenhum risco

é difícil sofrer da confusão dos falsos amores aqui nascidos
e chorar a culpa as culpas que se multiplicam da liberdade de criar
tanto mais que deixar-nos uns aos outros é quase inevitável
e é tão previsível amar e estar sozinho
o que seria da literatura sem esse ímpar?

Ouves o lamento? quase espicaço carpideiras
sob a vulgar motivação de fazer vibrar os espíritos sensíveis
que nas solitárias noites entram neste sítio escuro
ouve-me ajuda-me Ouves o lamento?
sou eu a voz. que inventa

Não voltes. pelo menos enquanto não aprender a prender-nos
e dessa lição não fizer poesia

Ouves?

4 Comments:

Blogger mfc said...

O amor sem ternura não vale a pena.
O amor carnal é curto se não for acompanhado!

3:23 da manhã  
Blogger Elipse said...

Gosto de gente que gosta de palavras e as sabe usar com sensibilidade.
:)

8:32 da manhã  
Blogger GNM said...

Uaaau!

Identifico-me imenso com o teu texto!

Escreves mesmm bem!

Continua a sorrir!

12:40 da manhã  
Blogger Márcia Maia said...

beijo, Lilly. beijo.

12:23 da manhã  

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