terça-feira, setembro 20, 2005

Sonho de cavalos selvagens disparados pelo sangue
Álvaro Pacheco

cavalo à solta aceso no tempo
puro sangue perseguido por um enxame
como se doma?
cavalo suado morto neste lugar mesmo que ranhe

aceso no prado
à solta no verde propriedade da sombra
aceso no sangue até ficar exangue
à solta neste lugar de retorcidos ramos

no tempo que a galga galopa
domado por aras e uras
no tempo sem prumo nem rumo
domado neste lugar em que se espuma

suado amargo carrossel
morto como caules de papel
suado viril selvagem
morto neste lugar à margem


etologia pura
os cavalos também se abatem
póneis andaluzes lusitanos percheron árabes puros
neste sema lugar que é um poema

2 Comments:

Blogger mfc said...

A nobreza de um cavalo indómito...assim devíamos todos encarar a vida!
Capachos nunca.

12:12 da tarde  
Blogger GNM said...

Gosto imenso de te ler!
Sabe-me mesmo muito bem. A selecção musical que fizeste é excelente!

Vou linkar-te para te seguir atentamente!

Continua a sorrir...

10:36 da tarde  

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