
se acontecer teres medo que eu te deseje. ou se satisfeito
o arrebatamento da conquista, deixares de me desejar
ou se nunca me desejares. e se a contragosto
me tocares para aplacares os teus temores
e se mentires ou emudeceres. e se, ainda mais
espantoso, eu apenas desejar desejar-te
se eu não te tocar
o ar saberá a água morna
as pedras farão ricochete
as ondas calarão baionetas
a morte não vai doer mais que a vida
a vida não doeu mais que a morte


8 Comments:
Lily
Mas onde vais buscar tantas coisas bonitas?
Beijos
Lily
Mas onde vais buscar tantas coisas bonitas?
Beijos
lindo, Lilly!
Senti cada palavra entrar-me na alma como um punhal.
quem nunca amou mesmo sem ser correspondido não sabe o que é estar vivo.
bjo
CSD
Não sei onde está a minha querida,mas desejo-a para sempre.
Se eu hoje aqui viesse pela primeira vez
Se outros textos daqui não me tivessem já encantado
Se hoje eu fosse surdo
Ou por outro lado mudo
Se outras coisas não me bastassem
Não era tão cedo que daqui partia
eu às vezes deixo passar estes comentários porque não sei o que dizer. desculpem se demoro dias a responder. podia dizer apenas muito obrigada. muito obrigada. mas o que escrevo por aqui (e noutros lugares) é coisa pequena. ofereço coisa pequena. pode ser muito. mas nem é.
um abraço aos fiéis comparsas da Lilly
Um poema muito belo, Lilly, mas que evoca em mim tantos medos, tanta fragilidades (estas até reconhecemos em nós, mas que é tão difícil reconhecer no ser que amamos e que se afastou...). E que espantosa foto!
E não te preocupes com os comentários. Fora do poema há sempre a suspeita de as palavras estarem a mais: este é um drama que partilhamos contigo, mas que é mais agudo em ti pois já disseste o que tinhas a dizer no poema, eu acho que todos percebemos isso. E cada poema teu diz tanto, dá tantos horizontes a ver e a experienciar! Bjo
tu é que és muito bonito, Rui :)
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