Explosão em duas notas

Este êxtase só meu que existe por desejar apenas
e tão longe do teu real
Oh vontade e garra! Fora eu um deus ou um pequeno sol
Consolo de lua, sou esfera de luz, o centro da noite
mas tão obscura
Fugaz e perturbardor, esplendor momentâneo.
Êxtase que fixei na mente. És mente, sol.
Este desejo só meu que me oferece orgasmos intensos
sob o teu corpo utopia
Oh dores e ânsia! Fora eu capaz de desatar este nó
Suores frios que me invadem e percorrem a espinha
Ouves, dói ré mi fá sol ?
Um grito: Eros, estanca-me(-te) este fluxo de energia!
Disse-me que te escrevesse sons. Fluxo desviado.
... restam ainda duas notas, um sol, um dó,
minha antinomia
fótões nesta fotografia,
imagem parada de tanta energia.
Clic, fui-me!
1984.
(Andamos um pouco nostálgicos, é o verão que acaba?)


8 Comments:
Ao príncipio nem me apercebi da data. Chamou-me a atenção porque senti o texto menos fluido do que habitualmente, com mais arestas, não sei explicar, mas não duvidei da autoria, Lilly!
Vou tomar a tua última frase como um desafio e aqui deixo um (pequeno, para não aborrecer) poema meu de 1985:
"Eu vi, doçura, na tua face,
Três toques do focinho húmido do Rex.
E tanto que eu queria beijar-te!"
obrigada Rui, o teu poema é uma doçura :):)
Eu queria ser como ela!
CSD
E escrever como tu!
bjo
CSD
Lindo! Sem mais.
Tive necessidade de ler o que criaste desde 27 de Agosto.
Agora, já tenho a leitura em dia, as fotos originalíssimas revistas, podemos começar a pôr tudo em ordem.
É saboroso ler-te...já sabias, mas tinha que o dizer de novo.
ou a primavera que já se insinua por aqui?
beijo.
obrigada, meus cúmplices de blog ;)
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