rosa

Um dia disseste abre as pernas, quero ver-te o sexo. Os joelhos comprimiram-se um pouco mas depois foram caindo, caindo. Acho que queria exibi-lo e não sabia. Começaste por olhar, olhar muito, ou não fosse a observação o primeiro passo de todos os métodos. Depois tocaste com a ponta de um dedo. Foi nessa altura que comentaste que parecia uma rosa. acrescentaste dedos que pianavam, as mãos inteiras que abriam exploravam sentiam. A rosa ficou com as pétalas cristalizadas. Talvez comovido, beijaste-as, uma e depois a outra, ternamente. E repetiste o movimento. Quando pequenas gotas de prazer começaram a escorrer, lambeste-as. Era mel. Então a rosa amotinou-se, ordenou que a sugasses, que a sugasses. E depois imobilizou enquanto o resto do corpo era varrido por ondas que vinham de longe, de outros nervos e orgãos. Concluiste que a rosa era apenas a cratera do vulcão. e que continuavas a não conhecer o epicentro. _____mas eu sei que tu sabes que a ciência evolui.


6 Comments:
Numa tão difícil arte, como é esta, tu consegues criar ninhos perfeitos de emoções eróticas e outras. Espantoso!
eu gosto muito deste blog_______
Uma vez mais, a palavra escrita prova quão bela é a forma de nos expressarmos dessa maneira...
Que delícia...eu fora a rosa! Eu fora o sonho... porque a realidade era outra...
Muito belo!
é de um lirismo comovente.
Perfeito. Num caminho escorregadio, uma pérola. Ou uma rosa mais-que-perfeita.
Um beijo daqui.
Adorei. A forma como escreves mostra o erotismo como uma forma superior de beleza.
Não é por acaso que a mãe de Eros se chama Afrodite...
CSD (Claudia de Sousa Dias)
P.S. Esqueci-me de me apresentar.tb sou blogger. Vim cá ter através do link dos divaecontrabaixos!
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