domingo, julho 03, 2005

Continuo sentada na mesma mesa


Continuo sentada na mesma mesa.
Os braços estendidos,
a toalha cor de linho e a jarra.
conto as pétalas que vão caindo.
uma,
duas,
três,...
caiem e atrofiam.
nervuras brancas que amarelecem.
sou eu.



Se me olhares de perto não me reconheces.
o pólen
secou.

2 Comments:

Blogger Alberto velho said...

Cara Lilly Rose

Deixei-lhe elogios, incenso, o mais belo presente de que sou capaz, que mal poderei ter feito? Mas tem toda a razão, ninguém se importaria se de uma vez por todas eu não gemesse mais. Ainda posso agradecer-lhe a frontalidade, mas porquê o desdém? Porquê as pedras, o ódio, a chacina? Má criação, onde a encontrou? Fico perplexo, mas não mais a incomodarei. Pode ficar tranquila.
Apenas fui tocado pela sua escrita, tenho que pedir perdão?
Continue pois a escrever tão belamente como escreve. Eu persistirei – apenas mais um momento – nos meus vagidos que, vá-se lá saber porquê, tanto a importunaram.
Agora, não lhe fica bem na escrita. Magoar não é o seu modo. Só por isso escrevo do hospital onde me pôs com a mamã aos pés. Não se preocupe, não se repetirá.

Desejo-lhe o melhor dos mundos.
Albert

4:48 da tarde  
Blogger Lilly Rose said...

Entre o Albert e o Alberto é capaz de haver um mundo de diferença. O que o levou a tomar para si as minhas palavras?

5:11 da tarde  

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